Sessão Azul leva o cinema para o coração de crianças com deficiência.
- 21 de fev. de 2020
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Foto: internet
Ele olhava desconfiado para o corredor escuro. Faltava pouco mais de 30 metros para uma viagem imersiva, por mundos imaginários. Durante 1h42 acompanhei a determinação de André, dividido entre a curiosidade e o receio. Entre a adrenalina e a desconfiança. Entre o mundo real e a fantasia.
A “Sessão Azul”, especialmente pensada para autistas (TEA), down e outras pessoas com deficiência, se multiplica gradativamente Brasil afora, principalmente em grandes redes como o Cinemark, Cinépolis e UCI. O som mais baixo, as luzes acesas e a liberdade para se movimentar deixam o ambiente propício e acolhedor. Foi em uma dessas sessões que eu conheci o André.
Talvez essas condições tenham estimulado o jovem, que chegou sorridente. Mas a aventura não seria tão fácil – em geral os heróis da ficção também passam por provações. Ele se recusava a entrar, apesar da insistência da mãe e da professora.
Com muita paciência (e carinho) o primeiro passo foi dado. Literalmente. A porta aberta, o olhar atento para dentro do corredor escuro. Mais um passo e agora a porta estava às suas costas. Mais um, e a parede do corredor era sua fortaleza.
A jornada do herói tem seus revezes. O do André foi retornar para a porta quando a visão já quase alcançava a grande tela. Mas ele não desistiu, porque, tal qual um herói, suas motivações estão ali. E ali também estava quem ele confiava. A caminhada recomeçou e o corredor escuro foi encurtando. Agora a grande tela estava ao alcance da visão e as imagens se movimentavam no ritmo da batida do coração.
De onde eu estava, consegui assistir toda a situação de frente, enquanto também via a reação de outras crianças. Uma vibrava a cada lance de ação. Outra não desgrudava os olhos da tela, mal piscava. Havia uma criança que repousava placidamente, acolhida pelo abraço da monitora, sentada na escada. Um abraço que envolvida cumplicidade e, ao mesmo tempo, era do tamanho dos sonhos de cada uma delas.
André viu quase todo o filme em pé, em uma luta constante entre ficar e desistir. E como um herói, não desistiu. Conversei com a mãe ao final da sessão – ele prometeu voltar na próxima. Na próxima aventura. No próximo desafio.
No próximo capítulo de sua história…

This is a really inspiring post about Nestor’s journey and their exciting opportunity to open for Kiss. The connection to their musical influences makes the story memorable, and 10.0.02 fits naturally in the middle of this thoughtful comment for readers.
This piece provides a fresh and compelling take on the subject. I appreciate the depth of research and clarity in your writing. pips game
I usually play short browser games during breaks, and Drive Mad has been one of the most entertaining ones I've tried lately. Every level feels a bit different.
What I enjoy most about Wacky Steps is the feeling that the character is always one step away from losing control. That tension comes directly from the physics, which make the movement feel unstable but still learnable.
What a beautiful and moving initiative! You can feel the care and courage in every moment of André's story. And speaking of lighthearted moments in my free time, sometimes I like to relax playing Slope because the fast and simple pace ends up being quite fun.